
Quando estive em Paris vi muuuuuuitas bolsas de vinil e achei estranho ninguém por aqui estar falando sobre o material.
Na verdade confesso que até o próprio verniz não tem sido tão procurado - pelo menos não comigo.
Ainda assim, acho interessante postar o que está se usando lá fora. Quem sabe alguém não se anima por aqui?
Geralmente esses materiais estão sendo usados em modelos ladylike: femininos, pequenos, médios e estruturados.
Essa aqui é a Brillant MM da marca Devaulx e está bem clean.
A forma e trapézio, tem alça de mão, a boca fecha com tampo e com uma fivela na frente (forrada) funcionando como um cintinho.
Na base ha bailarinas para proteção.
Pro material eu achei um pouco cara.
Por U$750 na
Barney's New York.





Falando de peças diferentes, hoje me deparei com a bolsa Aqua de Christopher Kane.
Assim como no desfile, a peça está com venda exclusiva no site.
A carteira é toda em plástico, como se fosse uma almofada, com gel colorido dentro que muda as nuances conforme o movimento.
O tamanho é maxi, a tampa é estilo envelope com um botão onix.
O que você acha?
Disponível em azul com verde ou marrom com ameixa.
Por U$745 na
Matches.




Ainda tenho visto uma grande tendência floral nas coleções pré inverno.
A grande diferença fica nos tons mais escuros com algum toque mais vibrante.
O modelo Pansy de Givenchy é uma coringa.
Além da peça permitir o uso com e sem a alça (pode ser uma carteira ou bolsa à tira colo pequena), ela tem uma estampa super bonita que casou lindamente com o vestido de alças com renda (pode ser qualquer peça mais sóbria).
O modelo não tem camadas como parece, isso é efeito da estampa.
A carteira tipo envelope fecha com um fecho preto de plástico na frente e possui a alça removível.
Sua forma é chatinha, tipo pastel.
Na tira central, por cima do couro, há uma fita de nylon.
No interior o forro é liso em cetim preto e há uma divisória no meio fazendo com que a carteira tenha dois compartimentos. Em um dos lados há ainda um bolsinho com zíper.
Por se tratar de Givenchy, esperava materiais mais nobres do que plástico e nylon.
Por U$958 na
Matches.





Acho importante uma fatia do mercado ser para os sintéticos.
É uma excelente opção para material alternativo com custo relevantemente mais baixo.
Mais baixo mesmo. Quando falamos de marcas, sabemos que há todo um investimento de imagem por trás porém não é por isso que dá para se cobrar em peças de sintético o mesmo que em outras de couro. Chega a ser desrespeitoso com o consumidor.
A Falabella da Stella McCartney é um bom exemplo.
A bolsa é toda em camurça fake com gotículas plásticas.
A bolsa tem tamanho grande, visualmente arrasa (a Rudge fez a versão brasileira muito parecida) porém o preço não encaixa.
O modelo é levinho e o peso vem todo na corrente que passa por toda sua extensão.
A alça é dupla com a própria corrente para ser usada à tira colo.
A boca fecha com um botão imã e o forro é todo liso.
No interior há bolsinho com zíper.
Essa bolsa para produção (sem custos de marketing), certamente não custou mais do que U$20 e está sendo vendida por U$1790 na
Net-a-Porter.
Não dá pra acreditar né?

Olhando a Chanel Vynil bag pensei quanto deve ter sido o custo de produção de uma uma bolsa em vinil cristal (esse transparente). Essa aí deve ter saído por no máximo uns U$5. Incrível pensar que uma bolsa de plástico pode ser vendida pro um preço tão alto... é o valor da marca.
No caso desse modelo, tem os detalhes em preto (que são todos em couro) além da corrente dourada. Ok, então essa bolsa custa uns U$25 (jogando pra cima).
Ela está sendo vendida por U$2860 na
Shopbop.
Será que a chanel não está super valorizando o preço?


Yes we can!
O Rio de Janeiro é o grande vencedor como sede dos jogos olímpicos de 2016.
Em homenagem à data posto uma bolsa do estilista carioca
Gilson Martins que prestigia a cidade em suas formas e cores deixando os pontos turísticos mais alegres.
Bolsa tamanho médio em sintético com desenho de patchwork do Rio.
Alça única, presa por argolas niqueladas, à tira colo.
Boca fechada com zíper de nylon duplo.
Preço sob consulta.



Eu achei que a onda dos laços ia passar. Mesmo vendo Valentino com inúmeras versões confesso que não tinha colocado muita fé.
A verdade é que tenho visto por aí muitas reedições do acessório: colares, prendedores de cabelo, roupas, estampas e claro: bolsas.
A versão de Marc Jacobs chama-se Loopy Bow Pouchette aparece em material com textura aveludada em roxo beringela magnífico.
A bolsa aparece em tamanho pequeno, com boca fechada com tampo com botão imã.
Na frente um laço grande no material enfeita o mesmo e uma placa da marca aparece embaixo do laço.
A alça é em corrente ouro misturada com lacinhos pretos. Muito feminina e até um pouco infantil mas, sem passar dos limites.
No interior o forro é estampado e há bolsinho com zíper além de uma divisória.
Não está uma graça?